quinta-feira, 8 de março de 2012

Como me tornei um monitor

Em um curso técnico com três anos e seis meses de duração, é de se esperar que a carga de estágio a ser cumprida seja bem comprida (desculpem o trocadilho, não resisti) uma vez que existe uma relação proporcional que aumenta a carga de estágio conforme o tamanho da grade curricular.

Esse estágio é diferente do que acontece em outras áreas, pois tem a carga total de horas divididas em diferentes modalidades com um mínimo de horas determinadas para cada uma. Ou seja, para cumprir todo o estágio você precisa fazer algumas horas de apoio técnico (bilheteria, contra-regragem, operar luz e som, etc.), assistir a uma certa quantidade mínima de espetáculos e escrever relatórios, ter horas de vivência acompanhando processos de companhias profissionais, entre outras.

Também temos que cumprir horas sendo monitores.
Quase isso. Fazer monitoria é assistir aula de outra turma.
Ah, monitoria! Temos dois bons motivos para fazer monitoria: a oportunidade de assistir aulas sem a mínima preocupação de provas, trabalhos ou pesquisas e a contemplação do sofrimento alheio. (Fazer monitoria é a chance de mostrar nosso sadismo.) E nesse semestre ganhamos mais um bom motivo: vale nota.

Claro que escolher matéria e a turma para realizar a monitoria não é algo aleatório. É interessante pensar com carinho, pois a monitoria é uma oportunidade de aprender. Após a escolhida a matéria, é preciso que o professor concorde e aceite ter o monitor em sala.

Depois de algumas negociações com a professora, que me deu aulas de interpretação no 2º semestre, e o coordenador da escola, eu e meu colega (Andre Félix) fomos aceitos para sermos os monitores de terças-feiras nas aulas de interpretação da turma 51.

Será a primeira experiência de observar o processo de uma turma, e não apenas para ver resultado final. Já no primeiro dia de monitoria, fui levado a refletir sobre o processo atual do meu 5º período e também de processos passados (dificuldades, escolhas, caminhos possíveis, etc.).

É observando as dificuldades de outros alunos que você identifica as suas dificuldades do passado e enxerga com mais clareza quais foram as soluções que você buscou para superá-las; identifica as ferramentas que você construiu, enxerga novas alternativas para utilizar no seu processo investigativo e criativo. É um outro jeito de aprender.

Também é gratificante a oportunidade de colaborar com outros colegas, relatando um pouco da nossa experiência, dando opiniões e impressões. Tornar-se um monitor acabou sendo um bom motivo em si.

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