terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Morri?

Elenco: Gustavo Vieira, Marcela Silveira, Paula Braggion, Roanne Aragão e Sarah Galvano.
Atriz Convidada: Erica Arnaldo
Orientação: Sérgio Azevedo

Esse exercício cênico tirou um comentário do @bruno_machado que vale a pena compartilhar aqui. "Parece profissional", pois é. Com a aposentadoria do Tin Ubirnatti muda um pouco a cara dos exercícios de 3º período da escola de teatro da Fundação das Artes. Apesar de cumprirem o mesmo roteiro pedagógico do curso, a maneira como o roteiro é cumprido faz diferença.

O processo da turma 49 foi completamente diferente do que eu experimentei no semestre passado. Não posso avaliar se pior ou melhor, só pude avaliar o resultado final deles. E se foi bom, o processo também deve ter sido.

Além do resultado final, algo que sei sobre o processo me parece que foi muito bom e completamente diferente das minhas experiências: os atores não podiam decorar texto. Isso mesmo. Decorar texto era proibido: podiam estudar, esmiuçar, analisar, mas jamais se preocupar em lembrar de todas as falas. Eles partiram para marcar cenas improvisadas e só se preocuparam com a memorização do texto uma semana antes da estreia.

"Quando eles começam a decorar o texto, já conhecem tanto a história que fica fácil. Já sabem o que é primordial na história a ser contada, o processo fica mais natural", me contou a Célia Luca e um dos nossos últimos encontros do núcleo de pesquisa do trabalho do ator.

Achei o processo muito interessante, me deu vontade de ter essa vivência em algum momento da minha carreira, ou no próximo semestre.

O resultado que se viu foi um elenco confiante apesar de ser um número pequeno e precisarem dobrar personagens para dar conta de um texto de Ariano Suassuna . Fora isso, o foco do trabalho foi 100% no trabalho do ator. Cenário e figurino, eram minimalistas, essenciais, pensados e muito funcionais. A luz também foi muito bem utilizada e bem feita.

Um bom texto como matéria prima sempre ajuda. O texto era riquíssimo, mesmo sendo um recorte, o 3º ato de "A pena e a lei" falava de morte com humor e críticas ao modo de como vivemos e lidamos com a morte. Tudo muito sutil, bem pensado e muito bem apropriado pelos atores, acredito eu, pela proposta do processo.





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