sábado, 5 de novembro de 2011

Penélope Vergueiro

Texto e Direção: Carlos Canhameiro
Elenco: Erika Coracini, Paula Carrara, Rimena Procópio

Assistir ao um espetáculo de estética tão similar ao de trabalho que estou desenvolvendo nesse semestre (espero que seja similar em qualidade também) foi uma grata e inspiradora experiência. Isso porque Penélope Vergueiro não segue uma linha lógica comum e esperada. Não é teatro realista. Aqui a dramaturgia não é o ponto de partida e sim outro elementos.

A concepção da peça parte de uma notícia verídica que aconteceu em São Paulo. Uma mulher que seguiu o marido infiel e bateu o carro no dele propositalmente e depois disso foi agredida no asfalto. Essa história não é recontada e mas explorada em possibilidades, causas, efeitos, consequências, sensações. Uma história que não tem no teatro sua representação, mas sim a a sua reflexão.

O espetáculo explora o universo feminino a partir dos papéis que as mulheres ocupam na sociedade, mas não utiliza do discurso feminista. Além disso, são usados signos que permitem as mais diversas interpretações, por isso o espetáculo é único para cada um. Vale a experiência. Houve quem se levantasse e fosse embora. E infelizmente teve quem preferiu ser incoveniente por todo o espetáculo.

O público fica próximo de tudo o que acontece. As atrizes pedem cigarro, fogo, abraços... Toda ação é acompanhada de perto, uma opção muito inteligente que torna o espetáculo íntimo e de maior impacto para comunicar sentimentos e não uma história

Tem merecido destaque a corporeidade em cena das atrizes que se utilizam da expressão corporal e gestualide com domínio de quem realmente se dedica com afinco à pesquisa corporal.


Assista o espetáculo quando estiver em cartaz novamente para compreender a imagem

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