quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

O diário de Anne Frank

Elenco: Marcela Cavalcante, Ana Karolina Araújo, Jéssica Alexandre, Márcia Oliveira,
Temoteo Ramos, Jéssica Alexandre, Douglas Litaldi, Joelma Schmidt, Carlos Fonseca, Mariana Assunção, Maria Carolina Dias

Orientação: Ana Paula Demambro


A turma 50 teve, enfim, sua estreia. Eu os conheço: são caprichosos. Ainda no primeiro semestre podíamos observar pelos corredores o cuidado que tinham com as tarefas simples das aulas de improvisação. “Quero ver quando estiverem preparando o exercício de vocês”, comentei ao ver um elevador construído de papelão, porta sanfonada e papel laminado que seria utilizado em uma cena curta, numa tarefa simples.

Não deu outra. O capricho se extendeu ao preparo do primeiro exercício cênico da turma, ainda com mais zelo e cuidado. Ao chegar para assistir O Diário de Anne Frank, percebo na mesa da bilheteria uma toalha quadriculada, recebo ingresso e programa, feito book, coloridos.

Na sala 25, o mesmo cuidado pode ser observado no cenário em cada detalhe: escrivaninha, cama, cadeiras, porta retratos, sofá e etc. Ao entrarem os atores, figurino igualmente caprichado. Lembrei na hora da minha primeira estreia há um ano. “Devem estar muito nervosos”.

Teve na plateia quem simplesmente viu um palco italiano remontado na sala 25. Eu vi o anexo reproduzido.

Anne Frank conta uma história triste, mas apresenta Anne como uma menina esperançosa, que crê que em dias melhores apesar das diversidades e a dura realidade. O texto tem algo que parece falta de cuidado ao recontar uma história real e densa. Contudo, adaptações são quase sempre necessárias ao texto para um exercício de interpretação pedagógico, por isso não há o com o que se preocupar, pois mais vale a tentativa do que o medo de executar uma ideia, ainda mais em uma escola.

Quanto as interpretações, o que foi visto mostrou que os estreantes tiveram preocupação de trabalhar a construção do personagem com dedicação e parecem já encarar o teatro com profissionalismo. O segundo semestre letivo é mais curto, são praticamente apenas três meses para a preparação e o resultado do trabalho feito com os atores foi muito bom.

A turma merece ser parabenizada por já ser um grupo no sentido de trabalhar juntos. Pelo menos foi o que pareceu ao assistir ao trabalho encarado como uma unidade, assinado por todos em conjunto com a orientadora, Ana Paula Demambro. Que aliás, sempre muito atenciosa e planejada, evoluiu na concepção de cada exercício. Cada vez mais rico de detalhes e cada vez mais sofisticado e fino.

Aquela foi a primeira de todas as sessões. E assim como foi comigo, depois da curta temporada eles conseguirão auto-avaliar qual foi a melhor e qual a pior sessão e tirar daí um aprendizado infinitamente grande. Quando encaramos o público é quando se consta, para quem ainda não sabe, o que ator sempre tem a aprender.

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