quinta-feira, 16 de junho de 2011

Ensaio Escancarado

Ontem tive uma experiência inusitada. Como vocês já devem saber (se não souberem, saibam agora) estrearemos neste sábado. Pois bem, nem tudo está pronto ainda. Mas tendo em vista o tempo que tivemos para preparar tudo, estamos bem adiantados e no final acreditamos que vai dar certo...

Mas que tal voltar ao fato inusitado da coisa, Rodrigo? Fazer um post curto e direto ao ponto pra variar um pouco e tal...

Acontece que nosso exercício de interpretação tem dois momentos, dois atos ou como você quiser chamá-los. O primeiro momento é realizado no saguão da Fundação das Artes.  E ontem não ensaiamos na sala. Fomos ensaiar no saguão, no meio do povo, sentir como será no dia que for pra valer.

Foi legal observar o estranhamento daquelas pessoas diante dos malucos que causavam no saguão em um dia normal de aula. Tinha gente que nos encarava como se fossemos loucos (não estou dizendo que não somos), pessoas que ignoravam o que fazíamos e ainda teve quem viu as duas passagens do geral na íntegra e aparentemente gostaram.

Mas o povo de teatro só não é mais louco que o povo de música em semana de prova, porque eles ficam numa vibe frenética de bater palminhas pelos corredores numa pegada meio altista, sei-lá. Enfim. Percebemos o público, de um modo geral, estava gostando do que via.

Era perceptível que se tratava de ensaio: nosso cenário não está pronto, não usávamos o figurino completo e, para desespero geral do elenco, DOIS coleguinhas faltaram o que é uma puta falta de sacanagem, ainda mais considerando que estamos a três dias da estréia (dois hoje).

Da série "recordar é viver". Fê e Diego: vocês deixaram seus coleguinhas assim.

Daí acho a razão para nos olharem como se fossemos loucos: imagina ver alguém falando um texto pro nada, esperando o tempo de resposta e seguir falando sozinho? Parece candidato sem réplica para o teste de ingresso na escola. Falando em teste, se você quer estudar teatro também, se joga aqui ó.

Cabô o texto.

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