quarta-feira, 2 de março de 2011

Grife de destaque (ponha aqui um título melhor)

Ontem apresentamos senas cenas (também fui alfabetizado em inglês, viu @xuxameneghel?). O pedido foi simples. Construir duas propostas de cena com o mesmo texto dando ênfase, grifando diferentes palavras a cada proposta, igual fizemos com o poema da batata. Tivemos diversos resultados interessantes desse exercício. Eu não tinha preparado a cena com antecedência porque estava postando no blog  não consegui conciliar a minha agenda com a minha dupla no final de semana. AHAM, CLAUDIA SENTA LÁ.

Preciso confessar que,  na hora de fazer a cena na frente dos meu colegas de sala, fui tomado de um nervosismo igual ao da minha primeira apresentação. E isso cagou tudo. Talvez por termos sido a primeira dupla voluntária e milhares de motivos mais. Acho que interpreto melhor ensaiando sem platéia (1 membro).

Alguns colegas  alteraram o perfil dos personagens de uma proposta para outra e o Tin disse que isso não pode acontecer, é preciso tomar cuidado. Isso aconteceu por existir um entendimento que são as intenções e os sentimentos da cena que levam a destacar determinadas palavras. Isso é verdade, mas é possível ter um texto que deve ser dito de maneira nervosa, por exemplo, com diversas opções de ênfase sem que seja necessário mudar essa intenção, esse sentimento. E esse processo ajuda a justamente escolher qual destaque cai melhor.

A frase "Fui, vocês não merecem falar comigo nem com meu anjo" é um exemplo. Dá pra falar ela em um estado nervoso destacando palavras diferentes a cada vez. Se esse post atingir dez comentários pertinentes de leitores distintos e não-fakes, eu prometo postar um vídeo-exemplo.

Esse trabalho de investigação de texto, em busca de maneiras de dizê-lo remetem à nossas aulas de voz, onde estamos aprendendo partitura vocal. O trabalho de definir velocidade, intensidade, pausas, tom e outros aspectos do texto. Igual ao que foi feito com o poema abaixo (desconsiderem as imagens piegas, levem em consideração o áudio do vídeo - vale muito a pena) que ouvimos em aula para identificar justamente os recursos de partitura.



Acho que a vida anda passando a mão em mim.

2 comentários:

  1. Adoro este poema!

    Muito legal o post. Já passei por isso. Aliás, passo sempre que tenho que criar uma partitura vocal.

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  2. Ahan, CLaudia! Nem desviei do assunto em aula, só tentamos uma nova versão...já que eu gosto de novas versões, topo montar esse vídeo após os tais 10 posts! hehe

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Atormenta aí!