quinta-feira, 10 de março de 2011

Ação

Na última aula de interpretação, retornando do carnaval, apresentamos uma cena da peça Bailei na Curva que tinha ficado como uma lição de casa. Trata-se de uma aula de educação sexual, uma cena bem engraçada. Mas pra que ficar detalhando? É possível ver com maiores detalhes aqui:


Depois disso, o professor passou dois exercícios pra exercitarmos a ação interna, algo que as vezes é confundido com movimentação de cena. No primeiro desafio, o professor pediu para que nos colocássemos na em linha com a parede em direção oposta a janela. Orientou que imaginássemos a seguinte situação: estaríamos observando a passagem de um cortejo de enterro pela janela de alguém que nos fosse especial e que, por alguma razão, não podíamos estar acompanhando de perto o seu velório.

Era um exercício individual. Cada um a seu tempo, tendo terminado, deveria sentar-se. As implicações desse exercício foram óbvias, nos emocionamos, claramente houve uma comoção na realização dessa simples tarefa. “No princípio das aulas, alguns de vocês falaram que tinham dificuldades em cena do que fazer com as mãos, não é? Quem realizando esse exercício teve essa dificuldade? Isso acontece porque vocês estão sendo plenos naquilo que estão fazendo”.

Realmente, eu mal pensei em o que fazer com o corpo, mas precisei me esforçar bastante para concentrar de forma a imaginar aquela situação, não foi simples. Mas as conseqüências foram notáveis, a respiração muda e mesmo encerrando o exercício não se retornamos ao estado que estávamos no começo da aula representando aquela cena cômica. Alguns de nós, sabendo ou não, já estava usando o recurso da memória emotiva, que é quando usamos as lembranças de vivências próximas àquela situação para trazer à tona novamente aquela emoção. Não é um recurso infalível mais é válido.

Assim comecei a entender um pouco mais sobre ação. Já tinha lido e já experimentado algumas práticas disso em oficinas e outras aulas. O exercício que nos foi dado na seqüência é assunto do próximo post.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Atormenta aí!