sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Zenturo

O texto tá meio em quebra-cabeça, mas é proposital.

Com um convite por e-mail, veja só que moderno, chamei meus amigos para me acompanhar a assistirem “Marcha para Zenturo” em cartaz no Centro Cultural São Paulo, realizada por dois grupos a Cia XIX de teatro e o a Cia Espanca! Era meu último dia de férias, queria aproveitar o tempo que me restava para sair com os amigos. E por falar em aproveitar o tempo.

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Querem tomar alguma coisa?

Milhares marcham em seu nome, por mais que seja extremamente inseguro sair andando a pé. Não se atenha ao nome da peça, a marcha para Zenturo é apenas algo que se passa fora dos limites daquele apartamento, assim como lidamos com a maioria das coisas nesse mundo. Quem Zenturo foi, o que ele fez, não é claro. Mas em 2441, esse tal tem mais fama que Jesus Cristo. O que é extramamente natural para aquele tempo.

Também convidados eram aqueles amigos do palco que não se viam há muito e se reúniram num apartamento para o reiveillon de alguns séculos a frente de nosso tempo. Eles trocam presentes. A desculpa da reunião é a ‘doença’ de um desses amigos que os preocupa.  Um desses presentes é a apresentação de uma peça teatral que leva para cena textos de Tchekov, mestre das relações humanas. Tema extremamente explorado em todo o espetáculo, assim como as incursões do tempo.

Houve um tempo que as coisas aconteciam de outra forma, as mudanças são gradativas e nunca impactam de uma vez permitindo que as coisas mudem sem serem percebidas.  Fica o absurdo sendo perfeitamente normal, já o nosso normal, é doença.

"Você percebe?"

Perceba, então que esse é o último final de semana que a festa ficará em cartaz! Não esqueça de levar o gelo! Quando mais gelo, melhor!

Não vá a pé! Seu doido!

Marcha Para Zenturo. Centro Cultural São Paulo. Sala Jardel Filho (324 lug.). R. Vergueiro, 1.000, 3397-4002, metrô Vergueiro. 85 min. 14 anos. 6ª e sáb., 21h; dom., 20h. R$ 20. Até 13/2.


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