sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Mamma Mia!

Minutos antes de postar, pensei numa piada horrivel: Uma gatinha recém nascida, sempre que tomava leite ficava chorando depois. Qual o nome do filme? Mama e mia! Tá bom, parei.

Logo que estreou o musical Mamma Mia!, ganhei uma meta para minha vida: não deixar que ele saísse de cartaz sem que eu fosse assisti-lo. Por três razões. A primeira é que nunca tinha assistido a esses musicais importados e adaptados da Broadway, a segunda é que eu já conhecia o a versão adaptada para os cinemas e já tinha gostado muito e a terceira foram os hits do Abba que compõem o musical. Chegando ao teatro eu tive uma razão pra querer ir embora: um cidadão achou legal ficar pedindo pra eu e minha amiga Giuliana bater fotos dele em frente ao teatro, ao cartaz da peça "viu, agora de corpo inteiro e enquadra o lustre também". Oi, quem convidou esse cara?


Já Sophie teve só uma razão para convidar Bill, Harry e Sam para seu casamento: descobrir qual dos três é seu pai. Pois a coitada viveu por 20 anos sem sequer imaginar quem seria o sujeito e chegou a esses três nomes bisbilhotando um diário antigo de sua mãe e passou a ter a certeza de que um deles era o seu pai. Donna acha que a filha ainda é muito nova e não deve se casar e quando ela se dá conta que três casos do seu passado desembarcaram na ilha para hospedarem-se na sua taverna às vésperas do casamento, ela entra em colapso e... Mamma mia!

Se você já viu o filme, já sacou que não muda absolutamente nada na história, uma vez que o filme é uma adaptação do espetáculo. Não sei por que, eu esperava alguma mudança, aliás, sei: queria ser surpreendido. Isso só me aconteceu com o filme, claro que o espetáculo me provocou uma experiência que raras vezes a sétima arte é capaz de despertar em mim (ainda mais falando de Hollywood): arrepios e frios na espinha de deixar os olhos vidrados no palco, aquele estase, aquela energia contagiante... Vou parar de descrever, pois não tem descrição que chegue.

No entanto, algumas coisas me incomodaram. Eu esperava que as músicas fossem em inglês, mas eram versões. E por mais que tenham ficado boas, é frustrante ouvir uma música conhecida e não poder cantar junto porque você não conhece aquela letra especificamente. E se alguém me disser “imagina se a platéia ficasse cantando junto, ia parecer um show” respondo o seguinte: se o Teatro Abril já esculhamba vendendo hot dogs e pipocas e permite consumir além do saguão, dentro do teatro. O mal pior é a platéia cantarolando junto? Aliás se tem pipoca, espera-se que não cante com boca cheia, enfim.



Agora vocês aplaudem.

E mais uma coisa, corrijam-me se estiver errado: espera-se o fim do espetáculo para aplaudir ainda, né? Ou então, quando acontece algo tão super-ultra-mega que seu impulso não se contém e você tem que aplaudir. Confere? E isso até me ocorreu em algumas músicas e performances, mas ao final de cada música todo mundo aplaudia. E me incomodou só porque eu senti que era algo meio automático. Na primeira música, quando aplaudiram eu fiz cara de ‘hã?’(há testemunhas). Meu critério para bater palma é achar bom o que eu estou vendo, e logo na primeira música eu ainda não tinha essa avaliação. Confesso que a partir do segundo ato, não consigo me recordar nenhuma canção que eu não tenha aplaudido – e com vontade.

E o Gran Final, então? Três performances magníficas – agora em inglês – de assistir em pé e sair do teatro com uma vontade quase incontrolável de passar na bilheteria e comprar um novo ingresso. Mas entrar na faca sem anestesia dói no coração.

Daí se eu tinha a meta de assistir um musical, agora ganhei uma nova: participar de uma grande produção assim, bem feita. E o caminho, é o estudo mesmo. Uma espiadela no programa do espetáculo traz o currículo resumido dos atores mostra que até pra fazer uma pontinha nessas produções, é preciso tem um excelente preparo. Eu não estou nem engatinhando.

Um comentário:

  1. Ah, saudades desses textos, amigo! Ano passado tive uma experiência dessas assistindo Cats... algumas surpresas, outras frustrações, enfim, faz parte desse universo "hollyoodiano-abrasileirado"...(mas que dá uma vontade enorme de estar ali, isso dá! rs)

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