sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Essência

Faz tempo que não comento as aulas, propriamente. Pode soar esquisito, mas mesmo estando matriculado no curso desde fevereiro, as aulas de interpretação começaram apenas agora no segundo período, em agosto.

Claro que nas aulas de Improvisação do semestre anterior já aprendemos  muito sobre interpretação, tivemos vivências de encenações, ensaios e tudo mais. Mas a partir de agora, teremos o resultado do nosso trabalho apresentado para o público na mostra de Artes Cênicas, provavelmente em 20 de Novembro.

A minha turma está recebendo uma nova professora do curso profissionalizante, a Ana Paula. Nunca antes na história da Fundação das Artes [/lula], turma alguma do curso profissionalizante teve aula com essa ela, apesar dela já estar na escola desde 2002 trabalhando com as turmas do teatro juvenil. Ela será a responsável pelas aulas de interpretação e a diretora do nosso exercício que vai ser apresentado ao público.

Ela já contou qual será a linha do nosso trabalho Realismo nesse semestre, esse é o nosso desafio, e exige muito autoconhecimento. Aliás, já ficou claro para mim que o ator precisa muito buscar se conhecer cada vez mais: é um exercício continuo e de extrema importância. Para ser capaz de representar outros personagens é preciso ter muita consciência de si mesmo, saber da própria vivência o que pode ajudar a construir um personagem,  e até mesmo para ter conhecimento de quem é esse ator que não deve aparecer em cena, para que o espectador veja no palco somente o personagem.

Estamos nesse primeiro passo, buscando ter um corpo neutro e conhecer buscar a própria essência, inclusive mexendo com feridas. Para a aula de sábado, temos o dever de levar dois objetos. Um deve representar algo que nos deixa triste  e o outro algo que nos deixa feliz. Tenho uma vaga idéia do que levar, mas até lá eu desenvolvo melhor.

Lembrei daquela máxima do pequeno príncipe: “o essencial é invisível aos olhos”.

2 comentários:

  1. Interpretar a si...que coisa mais complexa!

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  2. Parabéns pelo ponto de vista e autenticidade. Abraços do tio Fábio Stancius!!!

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