sábado, 17 de julho de 2010

O Caderno da Morte


Chegando ao teatro para assistir o espetáculo nota-se algo de estranho em relação ao público. Não é só aquele costumeiro as mesmas figurinhas carimbadas, pois quando assisto teatro em São Caetano, invariavelmente encontro colegas. Havia ali também alguns tipos específicos, mais adolescentes, sabe? Que não são característicos, típicos e  sinto uma espécie de dejavu (não esse dejavu aqui - NÃO CLICA). Sem muito esforço, eu mato a charada: parece uma pequena amostra de pessoas mais normais que vão a eventos de Anime.

PAUSA para você ver o que é um evento de Anime e conhecer meu lado jornalistão no 4º semestre da faculdade, em 2007:



Claro, eu já sabia também que a peça é inspirada em um mangá e anime de mesmo nome (Death Note) e esperava até encontrar algum cosplay. Mas não, de cosplay mesmo, só os atores. E  segundo algumas pessoas que assistem ao anime me relataram, eles foram muito fiéis aos traços dos personagens, às pequenas nuances, detalhes e trejeitos e principalmente na caracterização. O que possivelmente deve ter agradado esse público (e a mim).

A história é genial, mas já me alertaram que mesmo tendo assistido à peça posso me surpreender com a versão do mangás e do anime, pois o final não é o mesmo. Ou rolou uma preocupação de não fazer spoiler ou talvez a Cia Zero Zero fez a coisa que todo mundo adoraria poder fazer: bolar final que se acha mais justo.

Sem contar que há uma discussão muito relevante saindo dos quadrinhos para o palco: afinal, o que é justiça? O estudante que agora tem o poder de matar qualquer pessoa, apenas sabendo o nome dela opta por utilizar esse poder para matar criminosos. Isso é justo? A polícia do mundo inteiro acha que não e então se une para investigar o caso e descobrir o responsável pelas mortes.

O principal investigador o caso mostra-se um inimigo a altura e essa caçada fica cada vez mais interessante. Muitos conflitos começam a surgir a partir de então e o enredo vai prendendo cada vez mais atenção. Afinal como vai se resolver tanta coisa? Que duas horas de espetáculo passaram suavemente.

E a companhia Zero Zero também se mostrou um pessoal bem por dentro do que acontece no mundo, eles mantêm um blog, um twitter, e colocam piadinhas sobre as últimas notícias no espetáculo. Mas pra que matar o Felipe Melo quando ele desembarcar no Brasil, voltando da África do Sul? Achei desnecessário.

Só mais uma coisa. Death Note é tão tendência, que até Mauricio de Sousa arriscou parodiar com uma versão politicamente correta:


Pra matar de rir mesmo!

Foto: Ana Paula Lazari

2 comentários:

  1. Que legal...tb foram as minhas sensações do público...atingiu um pessoal que nunca tinha ido ao teatro...
    Vanessa Senatori

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  2. estava querendo ver essa peça,mas moro numa cidade pequena e não achei nenhum vídeo da peça,se puder me ajudar,este é o meu email:
    dyeoff@gmail.com
    DyeOff

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