quinta-feira, 25 de março de 2010

O Teste

Além de reportar o que for acontecendo seguindo o fluxo do dia-a-dia, vou tentar retomar relatos de alguns fatos que já se passaram antes da inauguração do blog.

O teste foi uma experiência única na minha vida até então. Sabe vestibulinhos, vestibulares e concursoS públicos? Não tem nada a ver com isso. A não ser a parte do estudo e do preparo.

Parece contraditório, mas para freqüentar uma escola que forma atores já no teste você deve interpretar. Claro que não esperam ver algo do mesmo nível do Paulo Autran, pois isso seria a mesma coisa que pedir para um candidato de engenharia desenvolver um projeto de engenharia no vestibular.

Foi assim: dentro de uma lista de textos da dramaturgia nacional, deveríamos escolher a cena de um e representar. A cena não poderia passar de dois minutos. E também foi preciso escolher uma cena do autor internacional Anthon Tchékhov.

O número de candidatos no dia do teste era algo em torno de 25 pessoas. Fomos divididos em três grupos. Cada grupo entrava junto na sala do teste e se apresentava para banca na frente dos concorrentes daquele grupo. Como meu nome começa com R, fiquei no terceiro e último grupo.

Com frio na barriga e muito nervoso, apresentei minha primeira cena da peça “Senhora dos Afogados” de Nelson Rodrigues. Não pude terminar tudo o que havia planejado: havia uma campainha - sinal que o tempo esgotou ou de que a banca já tinha visto o suficiente. Foi tenso.

Não sei se assistir aos outros candidatos consola por mostrar que você não é o único que está nervoso, ou apavora por mostrar que tem muita gente mandando bem no teste, apesar do nervosismo.

Com a interpretação da cena do autor internacional foi a mesma coisa,o mesmo nervosismo e insegurança. Descontração mesmo só na hora dos jogos de improviso e na entrevista – sim, havia uma entrevista individual com 4 professores.

E eu que fui o último dos candidatos a ser “entrevistado”. Entre aspas porque eu sentei na frente deles, me fizeram uma única pergunta e eu desatei a contar milhares de coisas da minha vida, experiências com Teatro, da Faculdade, do meu TCC, enfim. Quando eu achei que tinha concluído, perguntei “e o que mais?” “Era só isso mesmo”, responderam. Tem como ficar tranquilo?

Daí fui aguardar o resultado. E você, já passou por algum teste parecido? Comente, interaja!

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